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Outros Planos no Programa do Kleiton

Outros Planos no Programa do Kleiton

18/08/2018

De alguma maneira, quem se dedica a essa atividade incerta que é compor música popular acaba formando uma espécie de confraria – eu, por exemplo, tenho longas conversas com meus ídolos, com outros compositores, conversas imaginadas, claro.

Outros Planos no Programa do Kleiton

Era 75 ou 76, sei lá – só lembro que a Cruzeiro AM não parava de tocar aquela música. Acho que o rádio brasileiro começava a se adaptar a uma nova frequência (as FMs), estava descobrindo uma música produzida fora do eixo Rio/SP e que alcançava o Brasil inteiro. A gente ouvia a turma do Pernambuco com o Alceu Valença e o Quinteto Violado, ouvia os baianíssimos Novos Baianos, ouvia o Pessoal do Ceará, o Geraldo Espindola já estava mandando ver no Mato Grosso e do Rio Grande vinha aquele som que soava quase pop – mas... e aquele violino no meio do rock, meu Deus, de onde vinha aquilo?

Foi a primeira vez que ouvi Kleiton e Kledir. Era a “Canção da Meia Noite”, tema da novela Saramandaia, com o Almôndegas, primeiro grupo dos irmãos Ramil. Depois veio o festival Abertura e a “Maria Fumaça”, aquelas luas girando, eu hein nem pensar: um sucesso atrás do outro – os caras tinham mão pra coisa. Roberto Freire certa vez se gabou comigo que “Rabo de Tatu” era uma homenagem ao livro dele – os gaúchos tinham estado no lançamento de “Viva Eu Viva Tu Viva o Rabo do Tatu” e a música nasceu ali. Tive que fazer uma música pro Bigode também (e teve que se chamar “Viva Eu Viva Tu”).

De alguma maneira, quem se dedica a essa atividade incerta que é compor música popular acaba formando uma espécie de confraria – eu, por exemplo, tenho longas conversas com meus ídolos, com outros compositores, conversas imaginadas, claro. Mas desta vez é real. Algumas décadas depois daquele encontro com Kleiton Ramil no auto falante de um elevador (“um vampiro, um lobisomem, um saci pererê”) nossos caminhos se encontram – e só podia ser através do rádio.

Mandei meu novo disco OUTROS PLANOS pra ele assim que saiu, e ontem pela manhã a produtora Mariusa Kineuchi me deu a notícia: o CD é tema do novo episódio de O SUL EM CIMA, o programa que o Kleiton produz desde 2010 revelando compositores, intérpretes e grupos do Sul. Muita emoção por aqui. O programa é um tesão, é gerado pela rádio Roquete Pinto, do Rio de Janeiro e distribuído por algumas dezenas de emissoras de todo o Brasil (e até no Japão!!!) em dias e horários diferentes.

O texto do Kleiton não deixa dúvida: ele vai fundo na obra. PARSA é isso: cúmplice, PARceiro, comPARSA no amor pela canção, no esforço por divulgar essa riqueza que é a música invisível ao mercado de consumo rápido. Valeu, Kleiton – valeu a delicadeza, a generosidade. E Viva eu, viva tu, viva o Brasil. Um beiju

Ouça o programa no site deles:
http://osulemcima.com/blog/2018/08/16/o-sul-em-cima-25-2018-bernardo-pellegrini/